sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ás vezes sinto-me outro. Alguém diferente, mais forte, honesto e decidido, mais corajoso e frontal, mais dinâmico e sensivel.



Alguém que diz as palavras certas nas alturas certas, que sabe o valor real de palavras como amizade ou amor.


Alguém que luta as lutas justas e que abraça as causas mais nobres, sem medo, com convição.


Alguém que quando morrer será após uma vida cheia, útil, completa.


Mas depois sou só eu.


Apenas e simplesmente eu.


E a força transforma-se em fragilidade, a nobreza cede á realidade, ao cinismo, á fatalidade de estar vivo e, como os outros, ter de viver e para sempre sonhar que ás vezes sou outro.


Mas não sou.


Talvez e apenas humano, demasiadamente humano.


Condenado á humanidade e por isso longe de ser outro. Aquele que eu quero ser. Que ás vezes sinto ser. E por isso sou.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Expo lisboa 2011"A Maior Exposição Fotográfica do Mundo" já a arrancar por um pouco por toda Lisboa. Exposições para todos os gostos e feitios um leque variado de fotógrafos e estilos, e eu feliz por participar. Duas exposições, "àDeriva", no Casino de Lisboa, e "Todos os Mundos Cabem Ali", nas arcadas do Terreiro do Paço a partir de 5 Junho. Convido todos, amigos, conhecidos, amigos de amigos, menos amigos, curiosos e passantes a irem ver. As minhas e as outras. A fotogafia ainda vai acontecendo por aqui.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

http://www.globalpost.com/dispatch/news/regions/africa/110519/libya-journalist-death-anton-hammerl-james-foley-clare-gillis

É quando vejo estas noticias que me lembro mais do meu próprio percurso. E do que não aconteceu. Será que vale a pena? Cada um de nós terá uma resposta, e todas são válidas, mas uma verdade é permanente: as guerras dos homens são sujas. Paz.
dizia um senhor daqueles na televisão que os portuguese se queriam ter plasmas e ir para a Costa da Caparica de carro, teriam que produzir mais e gastar menos. Concordo. E sugiro que e o senhor e os amigos dele dêem o exemplo: a partir de agora deviam deslocar-se sempre de transportes publicos, como o resto da malta. Ali apertadinhos, suados e atrasados puderia ser que finalmente percebessem...

terça-feira, 17 de maio de 2011

Vi um filme. E às vezes os filmes que vejo deixam-me a pensar. Normalmente na técnica envolvida, a fotografia, a luz, a composição... Ocasionalmente também a história, mais raramente uma mensagem, uma ideia que fica adormecida lá num canto do meu cérebro, até que um dia, por efeito de um qualquer estimulo, BANG - vem à tona com a velocidade de um comboio-bala japonês.
Desta feita no filme em questão (bom, mas não relevante para esta prosa), há um momento. Nesse momento, uma rapariga nova, bonita e tatuada, aparentemente padeira / pasteleira, afadigava-se à volta da massa no seu restaurante / pizzaria. Ao mesmo tempo conversa com o protagonista, que está em missão de auditoria às contas da jovem. Ao que parece e esta é a questão central, ela só pagou 78 % (reparem, nem 50 nem 80, exactamente 78) dos seus impostos. Porquê? Porque explica ela, a restante percentagem é empregue em propósitos que não concordava. No caso era a Defesa Nacional, armas portanto. Para o resto, saúde, educação, etc, já não se importava de contribuir..tudo solidamente sustentado em contas irrefutáveis. Vi, pensei que de facto fazia sentido,guardei e não pensei mais no assunto. Até que um destes dias, a juntar continhas para levar ao senhor que me trata do IRS,  BANG, ai vem o comboio-bala - porque diabos hei-de eu pagar impostos para coisas com as quais não concordo, não pedi, e que são de um modo geral ofensivas para quem tem que as pagar? Carros de luxo e respectivos motoristas, viagens em primeira e jantaradas opiparas, reformas douradas, corrupções várias, cartões de crédito sem limite, Fundações e Institutos de que nunca sequer ouvi falar, jobs e mais jobs para boys e mais boys, vergonhas sem limite e muitas vezes sem cara, e mais e mais e mais....tudo somado qual a percentagem disto nos meus impostos? Eu diria à vontade uns 70 a 80%..E se assim de repente eu não pagasse essa fatia, sustentado-me no que disse acima? Provavelmente, seria preso, arrestado, chicoteado em público, sei lá...mas e se assim de repente TODOS os portugueses com vergonha na cara e dinheiro contado ao fim do mês, fizessem o mesmo? BANG.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

sábado, 14 de maio de 2011

Penso que este ano vai ser de facto um grande evento. Penso também que há-de haver por ai uns quantos a roerem-se..

domingo, 1 de maio de 2011

"Todos os mundos cabem ali”


O Libano está ao lado de Israel onde também fica a Palestina. Israel e o Libano estão há muitos anos num estado de guerra latente, que de vez em quando degenera em conflitos violentos, palestinianos e israelitas disputam desde sempre as mesmas terras e também muitas vezes se chocam violentamente. No Libano há centenas de milhares de palestinianos amontoados em campos de refugiados, sem direitos e sem esperança. O libano era em tempos a Côte de Azur do Médio Oriente e, ainda hoje, a beleza fisica e o apelo deste pequeno país são evidentes. Israel é a Terra Prometida, local de peregrinação, devoção e culto, mas também de modernidade e civilização regida por padrões ocidentais  A Palestina vive dividida, encerrrada e amargurada, mas nas águas azuis do mediterrâneo que banham a Faixa de Gaza, espelha-se a convicção  num futuro melhor. Depois há o Hezzbollah no Libano, o Hamas e a Fatah em Gaza e várias outros movimentos politico-religiosos de menor expressão, todos com uma agenda própria que nem sempre ajuda à estabilidade desta região conturbada. No Libano há cristãos e muçulmanos e xiitas e sunitas e druzos e ateus e muito ricos e muito pobres e mini saias e véus que só deixam os olhos à mostra. Em Israel vivem todos os deuses, hippies pacifistas e pais de familia de pistola à cintura, dance-parades, movimentos gay e armas atómicas. A palestina tem uma das populações jovens com o maior grau de educação em todo o mundo árabe, a par com extremistas islâmicos que apelam à destruição, túneis por onde passam clandestinamente armas e bens essenciais e blogues que ligam ao mundo inteiro. Em cada uma destas nações existe hospitalidade, delicadeza e lucidez, mas também o fundamentalismo mais cego. Luz e escuridão. O Mundo, afinal.