sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

E pronto, mais umas divagações avulsas. Esta surgiu-me quando hoje tive que pagar portagem (esqueci-me que tinha combinado comigo próprio só viajar em nacionais..) e veio-me à memória um texto que li em tempos sobre o perigo de viajar nas estradas no séc XIX devido aos...salteadores! quere-me parecer que não mudou muita coisa entretanto. Roubado por roubado antes por profissionais certificados, de arma em punho e atitude a condizer, do que por gente que sofreu bullying a mais em pequenino, se é que me entendem. Palavra de honra que às vezes (muitas) fico fulo com isto e não entendo porque razão não se persegue até à exaustão  -  e aqui refiro-me à minha própria classe profissional,os jornalistas - quem nos f#$% sem sequer nos levar a jantar primeiro. Exemplo: um determinado ministério, onde o ministro reinante três meia volta se anda a pavonear de lambreta, adquiriu para uso da personagem um Audi A8 de muitos mil euros. WAF...não bastava um A4? Pronto, um A6? Não, tinha que ser um topo de gama, o mais caro, o mais não sei quê, porque sua exc, precisa de viajar em estilo. À pala dos outros claro. Não era de sair todos os dias na imprensa, tipo "dia 149, o ministro X continua a usar a viatura exorbitante, à custa da nação de papalvos, i.e. nós." Neste e noutros casos haviamos de ser como cães de fila, não largar até fazer sangue. Já agora recordo que na Alemanha, à conta daqueles submarinos, recordam-se, já foram feitas prisões. Aqui é mais pensões...harggggg, qa nervos..deve ser da crise. Para amenizar a coisa uma história sem ligação ao caso; quando nos idos de 2003 entrei no Iraque, por alturas da Guerra do Golfo, viajei a partir da Siria num táxi a cair de maduro, na tentativa de passar despercebido. A meio caminho, depois de muitas horas de percurso, embalado num sono profundo, sou acordado por uma grande algazarra e dou por mim com o cano negro de uma arma a apontar na minha direcção. Eu e os meus companheiros de viagem somos retirados do táxi e obrigados a ajoelhar, mãos na cabeça (percebem a ligação aos salteadores referidos acima?), rodeados por um bando de tipos barbudos, ar ocidental e actuação inequivoca de tropas especiais. E eram, mesmo, SAS australianos, os primeiros no terreno, ainda antes da guerra "oficial" começar. Depois de um interrogatório ligeiro, perceberam que não eramos ameaça e lá nos deixaram seguir. Percorridos poucos quilómetros, ainda espantados e aliviados com o que tinha acabado de acontecer, ainda a tentar perceber bem os aontecimentos, nova paragem, nova roda de gajos armados. Estes maltrapilhos, sandálias e Kalash, decididamente iraquianos, Aii e agora pensámos..será que nos viram com os outros e queriam tirar satisafações? Bom acontece que apenas queriam boleia para fugir dali. De modo que lá seguimos, o velho táxi transformado numa pinha humana de guerreiros de segunda em fuga e nós a pensar que mais iria acontecer. Aconteceu muita coisa, mas é matéria para outras histórias. Eu gosto de histórias, de ouvir e contar. O Natal para mim, tem sempre a memória de longas refeições à mesa, rodeado de quem se ama, embrenhado em histórias que nos fazem sonhar. Feliz Natal. Façam favor de ser felizes. Abaixo o sistema. Paz.