quarta-feira, 12 de julho de 2017

Pergunto-me se toda esta malta que se manifestou contra o Trump (refiro-me especificamente à malta dos EUA), foi votar....

A caução do Ricardo Salgado baixou para metade.
A reforma do Ricardo Salgado subiu para 90 000 €.
Centenas de velhos, só em Lisboa, passam frio por não poderem pagar a conta da electricidade.
Era isto.


Não vou a Congressos de Jornalistas, apesar de o ser (com titulo profissional) há bem mais de 20 anos. Já tentei, já lutei, já organizei, já fui sindicalizado e fiz parte de listas, tudo, para chegar à triste conclusão que não vale de nada enquanto os poderes instalados, com a cumplicidade inconsciente das hordas, souberem que um jornalismo fraco é um jornalismo que não lhes faz mossa. A ninguem dessa gente interessa um jornalismo forte e livre, que pugne por uma informação s...éria, na tradição do verdadeiro contra-poder. As massas, que chafurdam na ignorância e nos reality-shows da vida, para gáudio de quem manda, não percebem que ao gozarem, vilipendiarem, agredirem e acusarem os jornalistas, apenas se estão a distanciar mais e mais da realidade, a serem mais e mais manipulados, pobres peões do jogo dos poderosos. Os jornalistas são a ultima fronteira da liberdade e do conhecimento. Infelizmente, reduzidos à função de meros produtores de conteúdos, mal pagos, desprotegidos, precários e inexperientes, pouco mais lhes resta que fingir que são verdadeiros repórteres. Eu por mim já não me apetece mais. Uma das razões está no tipo de noticias reproduzido abaixo, que hoje, entre funerais de dias seguidos, ameaças a árbitros e "horror em Grandola" parece ser tudo o que há para noticiar. Este não é o jornalismo que eu sonhei. Volta Jornal do Incrivel, que estás perdoado.
Ainda estou para perceber porque é que a história cinematográfica de 2 padres portugueses no Japão é contada por ...americanos. Aliás diga-se dos americanos que por lá, qualquer herói de tuta e meia é transformado em estrela e isso nem sempre implica orçamentos milionários e produções à la Hollywood. Nós que temos os Fernão Mendes Pinto, os Álvares Cabral, os Vasco da Gama, os Afonso de Albuquerque, as Brites de Almeida, homens e mulheres que desbravaram o mundo, que tiveram ...aventuras impossiveis e epopeias dignas do nome, fazemos filmes (bem, alguns) sobre...nem sei bem, enfim..vivemos envergonhados e desconhecidos de nós próprios, de costas voltadas para o que podiamos ser e deviamos louvar e narrar. Malta do cinema e do video, nem tudo o que vem da américa é Trump(a). Parem lá com as diarreias pseudo-intelectualóides e com as cenas de artista incompreendido e vejam que histórias magnificas podemos contar ao mundo sobre nós. De nada.
Hoje, numa das turmas a quem dou aulas (cerca de 20 miudos, entre os 17 e os 20 anos, a tirar o 12º no profissional) e a propósito de uma conversa qualquer - "então mas vocês sabem quem é o Xanana Gusmão?"...silêncio. "Ninguem? Vá lá, quem é que sabe quem é o Xanana Gusmão"?.....e de repente uma voz ao fundo: "um cantor francês?"..depois admirem-se que malta como o Trump ganhe eleições.

O Correio da Manhã dá-nos hoje a noticia que um idoso chocou com um comboio. Literalmente, "Idoso choca com comboio"..imaginamos o velhote, ao volante da sua viatura, numa qualquer passagem de nivel, mas ao ler a noticia percebemos que o senhor vinha de... muletas. Estranhos tempos estes, em que malta idosa de muletas, se envolve em choques com comboios..ainda não sei os danos provocados no referido comboio, mas sei que o senhor ficou bem.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Não é o Trump que é bom. É a Hillary que é má. É a escolha menos má, vá. Pelo menos assim esperamos. O mundo está hoje num beco apertado, entre a ascensão das direitas extremas no Ocidente, a (un)real politik musculada do Putin, os fundamentalismos mais ou menos islâmicos e o lento despertar do dragão chinês. Entretanto, as alternativas que poderiam ser viáveis, são atraiçoadas por manifestos sociais completamente demagógicos, utópicos e imbecis, na linha do politicamente correcto/moralmente superior/ eco-fascizóide, que são no fundo verdadeiros tiros no pé. Livra que estamos entregues à bicharada, ou parem o mundo que eu quero sair.

  A humanidade já passou por muitas ameaças - não poucas das quais, iguais à que enfrentamos hoje. Epidemias e pandemias são recorrentes na ...