sábado, 28 de julho de 2012

Sim é verdade. Olhando para os meus texto, para o espirito que eu tenho passado deste projecto, do meu /nosso"love is a Strange Place", nos textos que tenho escrito, percebo que algo falta. Não quero que se pense, que tudo neste trabalho são rosas sem espinhos. Utopias e lirismos de lágrima fácil a puxar ao lamechas, tudo bonito, tudo amor, muita dedicação e finais felizes. Não, desenganem-se, isto aqui é a vida real. O amor é o fundamento sim, mas aqui não se vive em nuvens, sorriso eterno e mão dada, aqui há roupa suja, cansaço, desilusão, interrogações e dúvidas e faltas de paciência e desespero e lágrimas e vontade de fugir.Por muito que se ame, por muito grande que seja o espírito de sacrifício, a devoção ao outro, há dias em que simplesmente não dá mais. Em que se olha para o céu a perguntar porquê, porquê, porquê eu. Quantos de nós conseguiriam viver assim: todas as horas, todos os dias, meses, anos, toda a vida assim, até que a morte nos separe. A cuidar de tudo, dos mais infímos pormenores, dos mais sórdidos segredos, a carregar, a lavar, a alimentar, a cuidar, a amparar, a amar sobretudo. E nós, sabendo isso, perdoamos que esse amor seja por vezes obscurecido por nuvens de tempestade e mãos apertadas e dentes cerrados, porque nós, sejamos francos, não sabemos se conseguiriamos. E essa é a maior força dos fortes, terem afinal, fraquezas e momentos de dúvida e a seguir limparem as lágrimas e levantarem-se e continuarem. Sempre. Até que a morte nos separe.

4 comentários:

  1. Verdade, afinal não tinha ainda lido este. Lindo! "O amor é mesmo um lugar estranho", Ângelo! Como diz o ditado, primeiro estranha-se, depois entranha-se. Entranha-se com muito amor. :)

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  2. de certa forma este texto traduz os meus dias...gostei de verdade!!!

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  3. Obrigado por gostarem, farei tudo para corresponder às expectativas.

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