sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

E pronto, mais umas divagações avulsas. Esta surgiu-me quando hoje tive que pagar portagem (esqueci-me que tinha combinado comigo próprio só viajar em nacionais..) e veio-me à memória um texto que li em tempos sobre o perigo de viajar nas estradas no séc XIX devido aos...salteadores! quere-me parecer que não mudou muita coisa entretanto. Roubado por roubado antes por profissionais certificados, de arma em punho e atitude a condizer, do que por gente que sofreu bullying a mais em pequenino, se é que me entendem. Palavra de honra que às vezes (muitas) fico fulo com isto e não entendo porque razão não se persegue até à exaustão  -  e aqui refiro-me à minha própria classe profissional,os jornalistas - quem nos f#$% sem sequer nos levar a jantar primeiro. Exemplo: um determinado ministério, onde o ministro reinante três meia volta se anda a pavonear de lambreta, adquiriu para uso da personagem um Audi A8 de muitos mil euros. WAF...não bastava um A4? Pronto, um A6? Não, tinha que ser um topo de gama, o mais caro, o mais não sei quê, porque sua exc, precisa de viajar em estilo. À pala dos outros claro. Não era de sair todos os dias na imprensa, tipo "dia 149, o ministro X continua a usar a viatura exorbitante, à custa da nação de papalvos, i.e. nós." Neste e noutros casos haviamos de ser como cães de fila, não largar até fazer sangue. Já agora recordo que na Alemanha, à conta daqueles submarinos, recordam-se, já foram feitas prisões. Aqui é mais pensões...harggggg, qa nervos..deve ser da crise. Para amenizar a coisa uma história sem ligação ao caso; quando nos idos de 2003 entrei no Iraque, por alturas da Guerra do Golfo, viajei a partir da Siria num táxi a cair de maduro, na tentativa de passar despercebido. A meio caminho, depois de muitas horas de percurso, embalado num sono profundo, sou acordado por uma grande algazarra e dou por mim com o cano negro de uma arma a apontar na minha direcção. Eu e os meus companheiros de viagem somos retirados do táxi e obrigados a ajoelhar, mãos na cabeça (percebem a ligação aos salteadores referidos acima?), rodeados por um bando de tipos barbudos, ar ocidental e actuação inequivoca de tropas especiais. E eram, mesmo, SAS australianos, os primeiros no terreno, ainda antes da guerra "oficial" começar. Depois de um interrogatório ligeiro, perceberam que não eramos ameaça e lá nos deixaram seguir. Percorridos poucos quilómetros, ainda espantados e aliviados com o que tinha acabado de acontecer, ainda a tentar perceber bem os aontecimentos, nova paragem, nova roda de gajos armados. Estes maltrapilhos, sandálias e Kalash, decididamente iraquianos, Aii e agora pensámos..será que nos viram com os outros e queriam tirar satisafações? Bom acontece que apenas queriam boleia para fugir dali. De modo que lá seguimos, o velho táxi transformado numa pinha humana de guerreiros de segunda em fuga e nós a pensar que mais iria acontecer. Aconteceu muita coisa, mas é matéria para outras histórias. Eu gosto de histórias, de ouvir e contar. O Natal para mim, tem sempre a memória de longas refeições à mesa, rodeado de quem se ama, embrenhado em histórias que nos fazem sonhar. Feliz Natal. Façam favor de ser felizes. Abaixo o sistema. Paz.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

                        QUE TE VAYA BIEN




Que tal uma tosta mista com creme de abacate? O mesmo que vai encontrar nas tortas (sandwiches em pão redondo), nas burritas (grandes tacos) ou em muitos outros petiscos. E se for massa de feijão preto a acompanhar o pequeno-almoço ranchero e tortillas de milho com quase tudo?

    É assim que se come no México, um país em que a gastronomia é tão rica, variada e imensa como a  sua História, a paisagem e as pessoas. O segredo está na originalidade da combinação de ingredientes e no espírito caliente dos mexicanos.



   A Praça Garibaldi, na Cidade do México, enche-se todos os fins-de-semana de gente que quer ouvir tocar os Mariachis. Estes, juntamente com os Nortenhos, os Jarochos e os Trovadores enchem de música e de cor um dos locais mais típicos no centro da grande capital. A maior do mundo.

   A esta praça chegam visitantes de todo o lado, atraídos pela fama dos artistas vestidos a rigor: os Nortenhos são verdadeiros cowboys e tocam acordeon, os Trovadores são conhecidos pelas suas baladas, os Jarochos, sempre de branco e vermelho,  dedilham versos malandros nas suas harpas e os Mariachis de Guadalajara  são de todos os mais famosos, nas suas figuras inconfundíveis, roupas justas negras e sombreros como manda a tradição.

   Para além do ouvido, outros sentidos são, ao final da tarde, despertados pela intensa actividade que se começa a viver nas esplanadas, restaurantes e bares da Garibaldi. Os aromas fortes da comida mexicana espalham-se pelo ar e misturam-se com os ritmos envolventes. Num dos cantos da praça deparamos com a entrada de uma galeria de restaurantes a lembrar a Feira Popular de Lisboa -  a simpatia dos que nos chamam é quase irresistível, mas a concorrência é grande e há que escolher.

   Depois de sentados em mesas corridas, lado a lado com estranhos que nos sorriem irmanados na causa do bem comer, podemos relaxar e refrescarmo-nos com uma Sol ou uma Corona (cervejas nacionais) acompanhada de lima. Os empregados afadigam-se para atender os pedidos que não param de chegar e enquanto espreitamos a ementa podemos observar as iguarias expostas por cima do balcão: lombo de vaca, cabeça de porco assada e cabritos inteiros - enfeitados pelo verde dos legumes e ervas aromáticas.

   Decidimo-nos por umas Quesadillas Verdes, crepes de massa de milho, dobrados e recheados de carne de porco, tomate e chile. À nossa frente alinham-se frascos de diversas salsas (molhos), mais ou menos picantes consoante o gosto, e cestinhos com Tortillas, o “pão” mexicano, feito à base de milho e água.

   A rematar não resistimos a uma tequilla reposada, originária da mesma região dos Mariachis. É a mais tradicional bebida mexicana, apesar de este país ser o segundo maior consumidor de coca-cola do mundo; mas isso é outra história.



Una tequilla, por favor




   “Para começar não tem verme  e se quando beber sentir que queima, é porque não é verdadeira tequilla” – diz-se sobre esta bebida, que é um tipo de mezcal. Pode ser blanca (engarrafada num prazo de 60 dias), dorada (semelhante mas de cor amarelada), reposado (com idade entre os dois meses e um ano) e anejo (de um a cinco anos).

   A tequilla é famosa e não só no México: nos primeiros quatro meses deste ano, as exportações desta aguardente aumentaram mais de 30 por cento; a subida foi tão fulminante que inclusive ultrapassou as do sólido sector cervejeiro.

   O mezcal (na origem da tequilla) surgiu com os  conquistadores espanhóis a partir de uma bebida dos aztecas – o pulque. É feito a partir de algumas das mais de 120 variedades da planta do agave, cozida em fornos debaixo da terra. É considerado afrodisíaco e diz-se que o verme que se encontra na garrafa dá força a quem tiver coragem de o comer.

   Não pense, no entanto, que por aqui só se bebem bebidas alcoólicas, pelo contrário, os mexicanos são fãs de refrescos e de sumos naturais. Estes encontram-se um pouco por todo o lado, desde as lojas da especialidade, onde se bebem sumos 100% genuínos, e preparados no momento com praticamente qualquer fruta que se possa imaginar, até aos vendedores ambulantes que passeiam os liquados (batidos) e as coloridas aguas de fruto (sumos naturais aguados), nos seus carrinhos ou em recipientes carregados às costas.

   A figura destes vendedores  é muito comum  nos centros urbanos, especialmente nas ruas junto aos mercados. Apregoam de tudo um pouco: rodelas de ananás, fatias de melancia, manga ou côco, panquecas, tacos (tortilhas enroladas e recheadas),  totopos (versão mexicana de batatas fritas, à base de milho) e até  misturas invulgares como cerveja com chile em pó... .

   Mergulhar nos coloridos mercados mexicanos é uma experiência obrigatória para o visitante  interessado na alma mais popular deste grande país.

Perto do zocalo (praça central) da Cidade do México, onde quase todos os dias se pode assistir ou participar em danças tradicionais aztecas, estende-se o labiríntico Tepito, um grande mercado onde ao longo de várias ruas, ruelas e passeios, se pode comprar roupa, discos e cassetes, armas e artigos militares, produtos desportivos, pornográficos, remédios caseiros, brinquedos, e, claro, comida e bebida. Tudo alegremente misturado e animado pela simpatia das gentes (os portugueses são especialmente apreciados) e pelos sons dos pregões, da música ranchera ou dos últimos êxitos europeus e americanos.        

   Mais característico ainda é o mercado de San Cristobal de Las Casas, uma cidade emblemática do Estado de Chiapas, no sudeste do México. É uma das regiões do país mais rica, mas onde a população é mais pobre.  Muitos são indígenas – choles, tojoobales, tzotziles e tzeltales, herdeiros da antiga cultura maia. Foi aqui que em 1994 nasceu o movimento zapatista, que defende os direitos dos índios, e que mantem até hoje uma situação de conflito com o governo federal.

   Por detrás do Largo da Igreja de Santo Domingo, começa a estender-se o mercado: primeiro a exposição e venda de artesanato, com destaque para as indías de  Sna Jolobil  (Casa das Tecedeiras em dialecto tzotzil), uma organização que representa cerca de 800 mulheres que se dedicam a bordar panos, mantas e colchas com técnicas e motivos tradicionais maias, onde predominam imagens de flores, animais, santos e deuses que velam pelo crescimento do milho e pela fertilidade da terra.


   Um pouco mais abaixo chegamos ao espaço dos produtos alimentares, onde se cruza gente de todas as pequenas comunidades em redor da cidade.  Vêm ao amanhecer, em camions (pequenas camionetas de caixa aberta onde pessoas e mercadorias se amontoam, de maneira impossível!), para venderem e comprarem tudo aquilo que a terra dá.

   Há mangas cor de mel e papaias do tamanho de melancias, meloas que aqui se chamam melons e limons que afinal são limas, bananas que são plátanos e jitomates que não passam de tomates, verdes ou vermelhos. Ainda cebolas descascadas, pimentos cortados, folhas de cacto comestivéis, peras-abacate, laranjas, calabazas (courgettes) e anonas sumarentas. O milho e o feijão estão omnipresentes, ou não fossem os dois ingredientes básicos da alimentação mexicana, tal como os muitos, muitos, chiles picantes.

   Depois de deambular ao longo de vários quarteirões, por esta “Feira do Relógio”*com sabor tropical, o visitante pode voltar ao centro da cidade. Atravessa o jardim do coreto, onde bandas saídas de um qualquer filme de Fellini tocam trechos supostamente típicos, lê um jornal local enquanto bebe uma margarita numa esplanada e deixa-se envolver pelo ambiente.



Temperos da História

  

   San Cristobal é uma pequena cidade colonial, de ruas lineares e casas pitorescas de cores vivas, com pátios e jardins interiores. Por todo o lado, em qualquer dos muitos bares, restaurantes, cibercafés, agências de viagens, hotéis, ou apenas na rua,     turistas em busca de ideais perdidos misturam-se com ladinos (brancos ou mestiços) e índios.

   Os indígenas vivem sobretudo do pequeno comércio de rua, da venda de pulseiras e cintos tecidos, mantas garridas e bonecos que representam Marcos e os seus companheiros do rebelde EZLN, Exército Zapatista de Libertação Nacional.     

   As mulheres  tzotzil vestem uma saia escura, que não é mais do que um grande pano de lã grossa enrolado à cintura. Completam a vestimenta com camisas de cor ou bordadas e entrelaçam fitas no cabelo negro, normalmente apanhado em tranças longas.

    A toda e qualquer hora, os camponeses bebem poson  (líquido de milho desfeito em água, que é também o primeiro alimento dos bébés, depois de deixarem o peito da mãe) e comem tortillas, preparadas diariamente .

   O ritual começa pela descamisada das espigas de milho, seguido da debulha. Os grãos são colocados de molho, em água com cal, para que a casca se solte facilmente quando o milho é lavado. Para as tortillas ficarem macias, os grãos são  moídos duas vezes para que a massa se torne mais fina; esta é reduzida a uma pequena bola que é prensada num instrumento próprio, muitas vezes rudimentar. No final, é aquecida e, às vezes, tostada, numa chapa de metal – sempre que se serve uma refeição.

   Para além do milho e do feijão, o café é a outra principal cultura em Chiapas, sendo acima de tudo   uma fonte de rendimento. Os mexicanos bebem cafe americano (fraco e servido numa grande chávena), mas nada comparável à bica portuguesa!

   Também o chocolate, antes de ser uma  guloseima internacional, fazia parte da alimentação quotidiana neste país da América Central. Uma bebida preparada com pó de cacau já era a preferida do imperador azteca Moctezuma. 

   O chocolate, o milho e o feijão fizeram parte dos primeiros produtos exportados do México para a Europa pelos conquistadores espanhóis – outro foi o chile que  Hernãn Cortez levou na sua primeira  viagem de regresso a Espanha. Estes alimentos, entre outros como o abacate, a batata e o tomate, mudaram os hábitos alimentares europeus.

   O intercâmbio da cultura alimentar fez-se nos dois sentidos enriquecendo também a tradicional cozinha mexicana, que remonta ao período pré-hispânico e às chamadas culturas do milho. As especiarias da Índia, o gado ovino e bovino, cereais como o arroz, e as azeitonas, foram alguns dos produtos levados para o país pelos colonizadores.

   Monjas vindas do velho continente abraçaram o melhor de ambas as gastronomias, contribuindo com o seu saber fazer para  a mescla de hábitos e sabores, influenciada ainda pelas migrações ocorridas no país, aquando da revolução de 1910. Os seguidores de Pancho Villa e de Emiliano Zapata (heróis nacionais), nas suas deslocações revolucionárias pelo país, proporcionaram aos mexicanos em geral o conhecimento de hábitos alimentares oriundos de outras regiões (o México tem 31 estados e um Distrito Federal).



Hey, gringo



   Foi desta mistura que surgiu aquilo que é hoje a cozinha mexicana, que se espalhou pelo mundo em versão tex-mex , um conceito falsamente atribuido à genuína culinária do México,  generalizado ao mundo através de filmes em que cow-boys rudes, de barba rija, comem “chile con carne” ao entardecer.   Este prato, principal símbolo da cultura tex-mex, é muito popular na fronteira norte do país com o Texas, EUA,  mas apenas aí.

   O conceito de gringo (nome que no México se dá aos norte-americanos) juntamente com a imagem do mexicano sonolento que dorme a siesta cobrindo a cabeça com um sombrero e a receita de feijão, com carne picada e especiarias, atravessaram fronteiras, aterrando em restaurantes pretensamente típicos, um pouco por toda a parte, incluindo Portugal. O tex-mex acaba assim por se tornar erradamente na imagem da cultura mexicana, redutora da imensa variedade do país, mas adaptável aos paladares e às sensibilidades dos outros.

   Elementos mais genuínos podem ser encontrados na comida e na decoração de uns poucos restaurantes mexicanos existentes no nosso país, nalguma música que se ouve por aí ou nos livros de Carlos Fuentes e Octávio Paz – “ O muro ao sol respira, vibra, ondula, pedaço de céu vivo e tatuado. O Homem bebe sol, é água, é terra.” 

   A cultura portuguesa também chega aos mexicanos através de nomes como os Madredeus, Fernando Pessoa e José Saramago. Ainda recentemente o Nobel português da Literatura foi recebido calorosamente no México, dando inclusive origem ao que o La Jornada (um dos principais títulos da imprensa nacional) chamou de “Saramagomania”. 

   Infelizmente a gastronomia lusa é que não encontra eco nas mesas mexicanas, excepção feita às refeições servidas na embaixada portuguesa onde o bacalhau é rei. Se um dia, passeando lá por uma qualquer rua, se deparar com uma ementa á porta de um restaurante que apregoa “Lombo à portuguesa”, desconfie!

   Entre nós ainda  são as “tequillas bum-bum” e as “margaritas” que fazem mais sucesso mas, apesar do nome, não vai encontrar estas bebidas na “Pastelaria Mexicana”, em Lisboa – é que o baptismo deste estabelecimento nasceu de um equívoco. Em 1946, data em que abriu, o local onde se encontra era vulgarmente conhecido por Praça do México. Por qualquer razão, alegadamente diplomática, desconhecida até dos serviço de Toponímia da Camâra de Lisboa, o nome em 1948 passou a ser Praça de Londres. No entanto, ali perto continua a existir a Av. do México.

   São pequenos sinais a lembrar uma grande nação: banhada por dois oceanos, o Pacífico e o Atlântico,   com uma fronteira de mais de  3 000 km, só com os EUA, desertos áridos, altas montanhas e selva tropical. O 11º país mais povoado do mundo tem quase 100 milhões de habitantes. Um décimo da população é indígena, distribuida por 56 etnias diferentes.  

    Como é que sentimentos tão diferentes podem ser expressos numa só frase? Através da voz da selva, respondem-me, do rugido dos oceanos e do silêncio do deserto, da alma das gentes. É assim o México.                                                               

  




terça-feira, 1 de novembro de 2011

Chove lá fora. Eu cá gosto de chuva. E de frio. Lembram-me cobertores confortáveis, lareiras com garrafas de aguardente velha e camisolas de gola alta. Também me lembram outras coisas. Invernos que foram infernos, em paragens longínquas, e outros mais prazerosos. E como memórias são memórias lembro-me também de um tempo em que ser fotógrafo não me bastava, queria ser fotojornalista, daqueles à Dom Quixote, lutar contra moinhos de vento, mudar o  mundo. Armado de camera e convição, vestir-me de causas, ser os olhos do mundo onde o mundo não podia chegar. E durante muito tempo acreditei, lutei, persisti. Por causa dessa vontade fui batido, roubado, raptado, apontado e nada me faria desistir. Nada a não ser a vida. Um dia, já nem sei porquê deixei de acreditar. Achei que o mundo e os homens não tinham emenda e resignei-me. Que se lixe, pensei. Comecei a trabalhar apenas para ganhar a vida e com isso o prazer esvaiu-se. Fotografar passou a ser um acto mecanico, rotineiro, às vezes até envergonhado (eu, que amava fotografar acima de todas as coisas..). Mas então o Angelo nasceu. O meu filho para quem eu tinha sonhado mil histórias  que lhe contaria e que teriam em comum o facto de serem todas verdade. Histórias que eu tinha vivido, histórias que tinham feito do mundo dele um lugar melhor. E percebi que isso não seria possivel, as histórias não passavam disso mesmo,  o mundo que eu tinha para ele não prestava e eu afinal não tinha mudado uma virgula.. 
Olhem em volta, mas que raio se passa aqui? Olhem em redor e digam-me que não se sentem indignados? Ainda não se cansaram de ser roubados, gozados, explorados, por uma corja de bandidos bem falantes e bem vestidos que vos mentem semprem que abrem a boca? Alguem me explica porque tenho eu que pagar impostos que sustentam vilanagens e estilos de vida que eu não posso ter? Alguém percebe qual a necessidade de se lucrar biliões, triliões, o raio que parta ões, o lucro pelo lucro, pelo lucro, sem moral, sem face, sem piedade. Qual é o sentido de velhos a morrerem sózinhos e indignamente porque uma merda de um empresa qualquer, ou de um Estado qualquer, ainda não percebeu que o importante são as pessoas...
Eu conheço uma história de um casal, numa aldeia. Simples, humildes, apaixonados, decidem casar, ter um filho, viver em paz, com pouco que não precisavam de muito. Ele trabalhava, talvez como motorista, ela cuidava da casa e do filho. O pouco dinheiro, bem esticado, deu para a aventura de comprar uma casa, a sua casa. Mas então o acidente, a invalidez, o interminável labirinto das seguradoras megalómanas e cegas para os pobres e os humildes, o fim da assistência social que só não termina as reformas milionárias e escabrosas de uns quantos iluminados e pronto, o sonho morreu - não tardou que o fisco, o banco, uma pôrra dessas, lhes tirasse a casa suada e esforçada e os lançasse na rua. Valeu a caridade de uma vizinha onde vivem até hoje.  A casa, essa lá continua, a cair, porque ninguém, numa espécie de justiça cósmica, a quis comprar. Mas casos destes,todos conhecemos, não é verdade? Indignamos, vociferamos, escrevemos umas coisas no Facebook, às vezes (cada vez mais, é verdade) fazemos uma manifestações e a vida lá continua. Igual. Pior. Mas ainda não basta?
Um Homem tem que ter direito à sua imagem no espelho, dizia o poeta. O meu filho tem que se orgulhar de mim, digo eu. O nosso, e sublinho NOSSO, mundo, é aquilo que fazemos dele. Raios, eu até tenho as armas - as cameras, os olhos, a vontade - e como eu muitos outros. Mas andamos distraidos não é verdade. E depois já vai ser tarde.
A luta continua. Afinal eu ainda acredito.

sábado, 15 de outubro de 2011

Eu agora tenho um bebe. 50 cm de gente que se tornaram o centro do meu mundo. Vejo-o tão frágil, desamparado, amoroso e derreto-me a cada olhar. Penso no futuro, no que fará dele, no grande homem em que eu o vejo, no sucesso e felicidade que lhe desejo. Esta é a minha realidade agora. Mas a matéria de que são feitos os sonhos, é feita tambem de questões. Umas importantes, tipo que mundo estou eu a deixar para o meu filho, outras mais parvas, mas se calhar também pertinentes: Será que o pai do Hitler, ou do Pol Pot, ou do Bukassa, também olhavam para eles assim? Não foram eles também bebes amorosos, queridos, tão cutchi cutchi...e depois pimbas. Ora bolas, todos os psicopatas, assassinos, torturadores, genocidas e cabrões de toda a espécie tiveram também um dia alguem que olhou para eles como se fossem o centro do mundo enquanto os apertava nos braços..claro que se pode dizer o mesmo dos santos, dos mártires, dos heróis e dos abnegados. o que leva umas pessoas a darem tudo e outras a tirarem tudo? O meio em que cresceram, a sociedade em que se desenvolvem, o ambiente familiar, um cérebro marado? Tudo ao mesmo tempo, uma combinação de factores? Sei que por vezes, mesmo quando as hipóteses são contra nós, pudemos mesmo assim crescer com honra e rectidão. Há muito tempo atrás, em plena guerra do Iraque, parava à porta do Hotel Palestina uma menina dos seus 6 anos, andrajosa, ranhosa, só. Provavelmente orfã, ou perdida ou abandonada, quem puderia sabe-lo no meio de toda aquela confusão. dava-se-lhe comida, uma ou outra festa na cabeça e lá iam as consciencias ficando consoladas. Mas a história aqui é outra:  Uma vez, à saida do hotel perdi um molho imenso de dinares. Milhões deles que valiam para ai 100 dólares, mas que naquele tempo e lugar, puderiam ser uma fortuna. Perdi ali, no meio da rua, onde parava toda uma quantidade de gente fugida da guerra, que procurava a proteção possivel junto dos hoteis onde se abrigavam os jornalistas, e quem sabe algum resto de comida e abrigo.Quando dei por falta do dinheiro fiquei logicamente lixado, procurei um pouco e pensei "que se lixe, aqui neste sitio quem encontrou já guardou de certeza"..Afinal, a quem não tem nada, quase tudo se perdoa não é verdade? Mas então senti um puxão na camisola. Olhei para baixo e lá estava a miuda, olhos brilhantes e sorriso imenso. Na mãozita o dinheiro que me estendia. Naquele dia, naquele momento, de uma criança que nada tinha, aprendi uma importante lição. Há sempre quem valha a pena e nos faça acreditar. Afinal há esperança para nós. É esta a nossa maior força, quanto piores as circustancias. E assim, quando olho para o meu bebe continuo a ver o Homem Grande que eu quero que ele seja. Por muito mau, dificil e lixado que seja o mundo. Porque é ai que se revela omelhor de nós.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Na maternidade, um qualquer doutor, daqueles de hospital privado, que vivem com dificuldades portanto (para quem seja mais lento, isto foi mesmo ironia..) , queixava-se do estado das coisas e atribuia a culpa aos suspeitos do costume: os jornalistas pois claro. Eu, jornalista e neto de médico João Semana, daqueles que calcorreava a serra a pé para ver doentes, era pago em ovos e galinhas, nunca se queixou e nunca se negou, senti a mostarda a subir ao nariz (talves dos nervos do filhote a chegar..). Interpelei-o em termos suaves: "não acha que é um pouco injusto generalizar? afinal há maus jornalistas como maus médico ou maus canalizadores..". A resposta dele revelou a raça do animal: "generalizar nada, eu sou mesmo assim, radical. É o que eu penso e mais nada". Olhei para ele pensando cá para mim que deveria ter muito que se queixar da vida, coitado, com o seu mísero ordenado, T1 nos suburbios e 2 horas diária de autocarro, para além da sopita ao jantar que isto não está tempo para grandes gastos (atenção, isto também foi ironia..) e disse-lhe suavemente: "sabe a alternativa ao jornalismo, bom e mau, é não haver jornalismo de todo. Existem alguns exemplos de países assim, tipo a Coreia do Norte, o que o Dr. acharia de viver num País desses? não acha que aqui, mesmo assim, sempre é melhor?". A resposta dele desarmou-me de vez  - "se calhar lá são muito mais felizes". Olhei para ele, para o relógio de marca, os sapatinhos de 200 euros, as unhas tratadas e não consegui evitar rir-me. Disse-lhe só que então deveria experimentar ir viver para lá. nem lhe dei tempo para mais conversas. Não se argumenta com a estupidez e bem dizia o meu avô "qualquer burro carregado de livros pode ser um doutor".

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Agradeço antecipadamente a todos os que se decidiram a ser meus seguidores aqui. Normalmente o que é escrito neste blog é linkado ao facebook, e assim as pessoas não sentem a necessidade de cá vir espreitar de vez em quando. Mas eu gosto de pensar neste blog de um modo autónomo. Sei lá, três meia volta chateio-me com o tal de facebook e este é de facto o meu espaço. Este e o site, direccionado para as imagens como o blog para os textos (sempre em português "arcaico", que eu não adiro a modernices ortográficas..). Não sendo um escritor / redactor, gosto de alinhavar umas frases de quando em vez, mesmo porque há estórias guardadas na minha memória que eu gosto de recordar e conta-las assim, é uma forma de elas renascerem na minha vida uma vez mais. E partilhar com quem gosto.
Obrigado a todos

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Estórias 2 / Cair do pedestal

Bagdad, meados de Abril de 2003  - soprava um vento quente e poirento, de mau agoiro, na capital devastada, por aqueles dias e nos hoteis,, onde a "press" se acumulava, aguardava-se em expectativa o próximo movimento das partes em contenda. Praticamente todos os iraquianos tinham desaparecido da zona, deixando-nos em auto gestão e, pela parte que me toca, com uma estadia gratuita no Sheraton. Os americanos estavam ali, ao virar da esquina, e com todas as noticias de pilhagens e anarquia generalizada entre a população, não faltava quem rezasse pela sua chegada. Eu havia dias que percorria a cidade, num discreto jipe encarnado vivo, decorado com uma gigante bandeira francesa e conduzido por um ex-major legionário, um louco meio soldado, meio editor de uma suposta revista de assuntos militares, mas que sabia como ninguém os procedimentos correctos para nos deslocarmos em terreno tão perigoso. Com ele vivi várias histórias entre o horror e o humor, mas essas ficam para outras prosas. Esta é sobre uma estátua. Uma estátua gigante de um ditador de bigodes, de nome Saddam Hussein, bem no meio da Praça do Paraíso, ali a dois passos dos hotéis.
No dia em que finalmente os camuflados americanos deram entrada no que é hoje a Zona Verde, formou-se um circo mediático à sua volta (relembro que estavam pelo menos 500 jornalistas ali ao lado, sem contar com os que vinham embeed..) que teve o seu apogeu no derrubar da estátua citada - o momento que simboliza a queda do regime e o fim da guerra oficial, imortalizado em fotos e videos de todo o mundo e em que este vosso humilde escriba teve (pasmem agora) um papel fundamental. Pois é, esta vocês não sabiam, pois não? Vá, eu conto: durante a manhã já um monte de iraquianos, liderados pelo Schwarzenegger local, tinham tentado tudo, de chinelada a marretada, para derrubar o Saddam de bronze, que nem buliu. Finalmente derrotados viram-se obrigados a pedir ajuda ao US Army, que não se fez rogado e  avançou um monstro de aço, meio tanque, meio escavadora para tomar conta da tarefa. 1º filme: todos os fotógrafos e cameras pensaram que o melhor local para captar imagens seria precisamente em cima da coisa e num instante pimba: 50 jornalistas acumulados lá no alto. Não foi preciso muito para que o comandante do veículo corresse com toda a gente. Esqueceu-se de um pormenor - os portugueses. expeditos, eu e o Nuno Patricio, o camera da RTP, demos a volta e subimos pelo outro lado. Ao ver-nos de novo o jovem tenente só foi capaz de se rir. Tinhamos ganho aquele round.
2º filme: os americas decidiram enrolar uma bandeira iraquiana em redor da cabeça do Saddam, talvez para aumentar o simbolismo da situação. Mas foi aqui que o ambiente mudou. Os locais ali presentes pararam a festa e ficaram numa atitude tensa, com sobrolhos carregados. Sem reparar os militares continuaram a puxar a estátua. De repente eis que alguém me chama. Olho para baixo e vejo dois iraquianos que eu conhecia do meu hotel, onde eram funcionários. De um até me tinha tornado mais ou menos amigo e tido, pelo menos até desaparecer com todos os outros, algumas conversas interessantes. Mas agora reaparecia ali, naquele momento de grande drama e logo a procurar por mim. Percebi que era grave pela sua agitação e aproximei-me da borda do veículo para perceber o que queria. era mais o que não queria. ele e todos os outros - não queriam a sua bandeira no chão, arrastada pelos americas e pelo ditador odiado. Apressei-me a fazer chegar a mensagem ao tenente, antes que fosse tarde. Percebeu de imediato e tomou providências para tirar a bandeira. A festa voltou. Eu tornei me alvo de olhares reconhecidos e palavras de gratidão. Por um momento fiz parte da História,

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Estórias 1

Às vezes lembram-me estórias de coisas passadas. Coisas que eu já quase nem acredito que vivi, apenas as fotos envelhecidas a ligarem-nas à (minha) realidade. Dizem-me que devia passa-las a livro. Talvez. Talvez um dia. Por enquanto vou lembrando-as aqui e ali, ao sabor das memórias que surgem sem aviso. Como aquele voo entre Nairobi e as montanhas Nuba, bem no coração do Sudão. Vindo do Sul desse país, então ainda dividido "apenas" por uma guerra civil longa de 40 anos, depois de duas semanas duras entre os rebeldes do SPLM, descansava agora na penumbra do meu quarto confortável, num dos melhores hotéis da capital queniana, enquanto pensava em ir ao Norte sudanês em busca da outra metade da reportagem planeada. Mas o destino tinha outros planos. Logo nessa noite o encontro com uma das personagens mais extraordinárias e intensas da minha vida, levou-me a alterar planos feitos cuidadosamente e a embarcar numa aventura diferente. Malcolm Max Cassis, bispo católico, originário das Nuba, o território mais isolado do planeta, queria lá ir passar o Natal com um avião carregado de presentes – comida, medicamentos e alfaias agrícolas. E convidou-me. E eu aceitei. Dois dias depois, embarquei no voo da minha vida – horas esquecidas, num DC-3 com 50 anos, piloto colombiano e GPS colado com fita-cola ao tejadilho, num voejo proibido sobre território inimigo e com consequências imprevisíveis. O velho avião estremecia e roncava e fumegava, arrastando-se penosamente em direcção ao seu destino longínquo, enquanto o bispo Cassis, imperturbável, rezava o terço, sentado na única cadeira destinada aos passageiros. Eu esparramado em cima de caixas de medicamentos, só pensava na possibilidade de encontrarmos a força aérea norte-sudanesa de mau humor. Mas não. Após muito, mas muito tempo, a nossa passarola lá começa a descer. No horizonte desenhava-se o contorno maçico da grande cadeia montanhosa das Nuba. A aterrissagem decorreu com a calma relativa de um pato de 40 quilos a pousar num alguidar com água, mas depois de 5 minutos de saltos e ressaltos e imprecações e coisas pelo ar lá parámos. Ufffas, palmas de alivio, parabéns e palmadas nas costas, a salvo finalmente. Seria? Não. Pelo escotilha redonda espiei uma quantidade de gente fardada a correr em direcção a nós, a brandir armas e a gritar. “Que amigáveis, vem-nos saudar mesmo efusivamente”, ainda pensei, antes de ouvir os primeiros disparos. Mas só quando o nosso piloto colombiano, em versão rally, pôs o velho Dakota a fazer um pião e a acelerar o mais rápido que podia pista fora é que eu percebi – tínhamos aterrado no lado errado da montanha, no aeródromo controlado pelas forças governamentais. A nossa retirada muito pouco digna, acompanhada de muito tiroteio, sorrisos amarelos e ainda mais imprecações foi em tudo ignorada pelo bispo, que nem um bocejo se dignou a fazer. Apenas passados uns minutos, já bem alto e longe do perigo, olhou para mim mansamente, fez o sorriso mais aberto do mundo e disse: “bem vindo à minha terra”.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Wear Good Shoes: Advice to young photographers
By Magnum Photographers




Abbas

When did you fi rst get excited about photography?

Upon birth

What advice would you give young photographers?

Get a good pair of walking shoes and...fall in love

Alec Soth

When did you fi rst get excited about photography?

I spent most of my childhood playing with pretend friends in the forest. It wasn‘t called art, but it was awfully creative. Things were a little

trickier outside of the forest. I was shy and awkward and started to lose my way as teenager. But in 10th grade I had and art teacher, Bill

Hardy, who opened the door back on the forest. I started doing sculptures with found materials outdoors. I documented these sculptures

with photography. After awhile I realized that the joy came more from fi nding pictures than making sculptures.

What advice would you give young photographers?

Try everything. Photojournalism, fashion, portraiture, nudes, whatever. You won‘t know what kind of photographer you are until you try it.

During one summer vacation (in college) I worked for a born-again tabletop photographer. All day long we‘d photograph socks and listen

to Christian radio. That summer I learned I was neither a studio photographer nor a born-again Christian. Another year I worked for a small

suburban newspaper chain and was surprised to learn that I enjoyed assignment photography. Fun is important. You should like the process

and the subject. If you are bored or unhappy with your subject it will show up in the pictures. If in your heart of hearts you want to take

pictures of kitties, take pictures of kitties.

Alex Majoli

When did you fi rst get excited about photography?

I don‘t remember how I get exited but I defi nitely remember the fi rst picture I took when I was 11 years old (the 2 men walking at Ravenna

port). What I remember is that I was fascinated by the technical stuff of the camera my father lend me that day ... Kodak Retinette.

What advice would you give young photographers?

I would advise to read a lot of literature and look as little as possible other photographers. Work everyday even without assignments or

money, work, work, work with discipline for yourself and not for editors or awards. And also collaborate with people not necessary photographers

but people you admire. The key word to learn is participation!

Alex Webb

When did you fi rst get excited about photography?

I didn‘t get truly excited about photography (though I actually learned photographic technique from my father much earlier) during my sophomore

year in high school. I had played around with making little (extremely bad) movies, using friends and family as actors, and rapidly

realized that I did not want to work with lots of other people. I wanted to work alone. I began photographing in the streets of Brattleboro,

Vermont, near the school that I attended, and in Boston, where my family lived. I discovered photographing in the street. I‘ve been doing it

ever since.

What advice would you give young photographers?

Photograph because you love doing it, because you absolutely have to do it, because the chief reward is going to be the process of doing it.

Other rewards -- recognition, fi nancial remuneration -- come to so few and are so fl eeting. And even if you are somewhat successful, there

will almost inevitably be stretches of time when you will be ignored, have little income, or -- often -- both. Certainly there are many other

easier ways to make a living in this society. Take photography on as a passion, not a career.

November 15, 2008

Wear Good Shoes: Advice to young photographers

By Magnum Photographers

Page 1 of 9 © 2008 Magnum Photos and the authors. All rights reserved.

Alessandra Sanguinetti

When did you fi rst get excited about photography?

I got into photography when I was around 9 or 10 years old because of a few books my mother had on the lower shelves of her bookcase.

Books by Dorothea Lange, Chim, Lartigue, and also The Family of Man, The Best of Life (around 1978..?), and Wisconsin Death Trip. They

all absorbed me intensely and I know I‘ve carried those images with me all my life, kind of like Imprinting in ducks and geese: whatever

you put next to it when it‘s born it‘ll assume forever that it‘s its mother. Chims‘ photo of the polish girl - probably the same age I was thenwho

had grown up in a concentration camp and her drawing of home; Dorothea Lange‘s Migrant mother; The Best of Life book had a big

effect on me. I vividly remember in the Best of Life the pleasure I had looking over and over again at Avedon‘s photos of Marilyn posing as

different actresses (I didn‘t know who Avedon or Marilyn Monroe were). The photographs of war, especially McCullin‘s photos of Vietnam

were imprinted in my brain, without knowing the politics yet. There was one page of photographs in Best of Life that I especially remember.

The fi rst row shows photography as a witness to time passing, change, the second row shows the effect of speed on a mans face - making

the invisible visible and very strange...and the third row was pure fantasy and play. I think of that page as my fi rst lesson in photography.

Particularly that you‘re free with a camera - you can describe the world, you can invent it, there didn‘t seem to be any rules: a picture of

a pineapple playing a cello was fi ne. Then Wisconsin Death Trip was responsible for my fi rst realization of death and it‘s inevitability, and

my defense reaction was very literal: to photograph everything I cared about so it wouldn‘t disappear forever and people 100 years hence

would know us. That‘s when I asked for my fi rst camera.

What advice would you give young photographers?

I could use some good advice myselff ... but fi rst thing that springs to mind is Bob Dylan‘s‘: „keep a good head and always carry a light

bulb.“

Bruce Gilden

When did you fi rst get excited about photography?

In 1966, when I printed my fi rst picture and I saw it coming out, I got really hooked on photography... It was the picture of a cute little squirrel!

What advice would you give young photographers?

My advice: „Photograph who you are!“

Carl De Keyzer

When did you fi rst get excited about photography?

At the age of 14 when I processed my fi rst fi lm and printed my fi rst image on a 1922 Agfa enlarger of my uncle with the help of my friend

next door who supplied the expertise and the chemicals needed (his uncle was a garage inventor - chemist who built rockets in his spare

time). My fi rst print showed my boxer dog named Blacky. It was one of my most magical moments of my life.

What advice would you give young photographers?

Give it all you got for at least 5 years and then decide if you got what it takes. Too many great talents give up at the very beginning; the

great black hole looming after the comfortable academy or university years is the number one killer of future talent.

Christopher Anderson

When did you fi rst get excited about photography?

My fi rst memory of being excited about photography was seeing HCB‘s „decisive moment“ picture in a magazine (the picture of a man in

mid stride jumping over a puddle) when I was 9 or 10 years old. I had no idea who the photographer was and I don‘t think I even consciously

thought about the presence of a photographer being linked to the image. I was just drawn to the image itself. I even remember asking

myself why I was drawn to this image, and not really having an answer. I cut the image out and inserted into the cassette tape box as a

cover for a mix tape I had made of my favorite songs.

There were some other key moments (fi nding a book by Leonard Freed in a garage sale, for example). In high school, I worked summer jobs

and bought myself a camera when I graduated. During the next several years, photography became a hobby, but I did it in total isolation. I

still had no concept of „Photographer.“ I had no concept of a photojournalist or art or anything like that. I just thought it was fun to make

pictures. If I thought about the idea as a profession, it was as distant as saying; „I want to be a rock start when I grow up.“ It wasn‘t until I

was actually a professional photographer (which happened very much by accident, and I will spare you the boring story here) that it dawned

on me that some people make their living making pictures. I had never pondered the question of why I take pictures or what is the role

of photography or what kind of photographer I wanted to be when suddenly, I was a Professional Photojournalist. It would be another 10

years of working in that capacity before I would begin to ask myself these questions.

Page 2 of 9 © 2008 Magnum Photos and the authors. All rights reserved.

What advice would you give young photographers?

Forget about the profession of being a photographer. First be a photographer and maybe the profession will come after. Don‘t be in a rush

to make pay your rent with your camera. Jimi Hendrix didn‘t decide on the career of professional musician before he learned to play guitar.

No, he loved music and and created something beautiful and that THEN became a profession. Larry Towell, for instance, was not a „professional“

photographer until he was already a „famous“ photographer. Make the pictures you feel compelled to make and perhaps that will

lead to a career. But if you try to make the career fi rst, you will just make shitty pictures that you don‘t care about.

Chris Steele-Perkins

When did you fi rst get excited about photography?

I never had an epiphany about photography. It crept up on me. It started off as a hobby while at school, developed at a technical lever

working as a photographer for the university newspaper, and has always remained a hobby too. Something I can enjoy. Creative Camera

magazine, edited by Bill Jay, (I am going back a while), Life magazine, and some of the few books available at the time by people like Bill

Brandt, Ansel Adams, Richard Avedon, Cartier Bresson, and Andre Kertez, to name a few, really turned me on to the idea that you could say

something with photography: that you could have your own take on the world and somehow start to express it by the kinds of photographs

you took.

What advice would you give young photographers?

1) Never think photography is easy. It‘s like poetry in that it‘s easy enough to make a few rhymes, but that‘s not a good poem.

2) Study photography, see what people have achieved, but learn from it, don‘t try photographically to be one of those people

3) Photograph things you really care about, things that really interest you, not things you feel you ought to do.

4) Photograph them in the way you feel is right, not they way you think you ought to

5) Be open to criticism, it can be really helpful, but stick to you core values

6) Study and theory is useful but you learn most by doing. Take photographs, lots of them, be depressed by them, take more, hone your

skills and get out there in the world and interact.

Constantine Manos

When did you fi rst get excited about photography?

I fi rst became excited about photography when I joined the junior high school camera club at the age of 13.

What advice would you give young photographers?

Try not to take pictures, which simply show what something looks like. By the way you put the elements of an image together in a frame

show us something we have never seen before and will never see again. And remember that catching a moment makes the image even

more unique in the stream of time. Also, try to do workshops with photographers whose work you admire, but fi rst ask around to make sure

they are good teachers as well as good photographers. Taking good pictures is easy. Making very good pictures is diffi cult. Making great

pictures is almost impossible.

Donovan Wylie

When did you fi rst get excited about photography?

I fi rst became excited about photography as a boy.

What advice would you give young photographers?

Never stop enjoying it. Try and not „look“ for pictures but keep yourself always open and allow yourself to be stimulated by whatever hits

you. Work towards a goal ... book, exhibition... but more importantly work towards fi nding your own voice, your subject and your application.

Accept that your work is more about you than what you represent, try to bridge that balance, without resorting to photographing your

feet! In other words try and translate personal experience into a collective one, it is very possible and I think the key quest of any art form...

(study the book „Waffenruhe“ by Michael Schmidt) - study all the great photographers and love doing it, start at the beginning, look at

early American, and German, then French, then take a close look at artists using photography in the sixties, Rusha etc. Don‘t get bogged

down in theory, but respect it, read Robert Adams on Photography, in fact embrace Robert Adams generally and you will learn a lot. Read

literature, especially early Russian, French and modern American, (and Irish, Joyce), the journey literature has taken as an art form in terms

of description and representation is very similar to photography. Don‘t rely on style for the sake of it, if you have your own subject, you can

adopt other peoples styles if it helps, and visa versa, if you photograph something every one has, then adopt an style, execution, that can

only be yours, eventually you will achieve both, your own voice will come through, but it can take time. Study the book ‚How You Look at

It‘ ... Important essays there will help you. Always try and be honest with yourself... for example, is the idea of being a photographer more

exciting to you than photography itself, if this is true think about becoming an actor.......................if you genuinely love photography don‘t

give it up. Understand and enjoy the fact that photography is a unique medium. Respect and work within photography‘s limitations, you

will go much further.

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David Hurn

When did you fi rst get excited about photography?

I fi rst got excited by photography the fi rst day I picked up a camera. However this was not until I was 20 years of age. I suddenly realized

that I had an excuse to be anywhere and gaze in wonderment; the camera gave me something to hide my shyness behind. The act of pointing

a camera at another human being is daunting - however clarifying what is unfolding in front of one can give one immense pleasure. I

have had a blissful life.

What advice would you give young photographers?

Don‘t become a photographer unless its what you ‚have‘ to do. It can‘t be the easy option. If you become a photographer you will do a lot of

walking so buy good shoes.

Dennis Stock

When did you fi rst get excited about photography?

I was drawn towards photography at the age of eighteen and under the GI bill I took a course with Bernice Abbott. She sent me to W.

Eugene Smith, who suggested I seek a job with Gjon Mili. I apprenticed to Mili for four years. Won fi rst prize in „Life magazine‘s Young Professionals

contest.“ Thereafter left Mili and was invited by Robert Capa to join Magnum. Modeled for the very famous picture by Andreas

Feininger, called the „Photojournalist.“

What advice would you give young photographers?

Young photographers should learn their craft well and don‘t expect to make a constant living at taking pictures. But they should FOLLOW

THEIR BLISS. Find time to pursue themes that indicate their concerns, big and small. Above all when shooting, MAKE AN ARTICULATE

IMAGE.

Eli Reed

When did you fi rst get excited about photography?

I fi rst got excited about photography at the age of 10 years old when I saw the photograph of my mother in front of a Christmas tree that I

had taken with a Kodak Brownie Camera. It was the fi rst photo that I ever made. My mother died with a couple of years of making that photograph.

I started looking through magazines such as Life Magazine and it was a beginning. I watched the Civil Rights movement through

photographs that made me feel as if I were there.

What advice would you give young photographers?

Stop talking theory when a camera is in their your and do not over-think the image. Lose the ego and let the photograph fi nd you. Observe

the life moving like a river around you and realize that the images you make may become part of the collective history of the time that you

are living in.

Elliott Erwitt

When did you fi rst get excited about photography?

When I discovered the possibility of earning a living without steady employment; in a word, as a freelancer.

What advice would you give young photographers?

Learn the craft (which is not very hard). Carefully study past work of photographers and classic painters. Look and learn from movies. See

where you can fi t in as a „commercial“ photographer. Commercial: meaning working for others and delivering a product on command. But

most of all keep your personal photography as your separate hobby. If you are very good and diligent it just may pay off.

Lise Sarfati

When did you fi rst get excited about photography?

I was thirteen. My sister Annie-Lou was taking pictures of me all the time while my father was doing fi lms while my other sister Mona was

painted me naked while my mother was writing all day long in her bed. I decided to steal the camera of Annie-lou and to go in apartments

of very old ladies around 90 years old and make portraits of them and photograph their empty bedrooms...

What advice would you give young photographers?

Read a lot and create your own universe. Learn how to construct and create a series. Do not be impressed by other works. Try to innovate or

simply to be yourself.

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Martine Franck

When did you fi rst get excited about photography?

I fi rst got excited by photography when as a post graduate student I got a visa to China, this was my fi rst visit to the far East and even

though I knew nothing about photography I felt a need to show my family and friends what I had seen. I got hooked.

What advice would you give young photographers?

My advice to photographers is to get out there in the fi eld and take photographs but also if they are students to fi nish their course, learn as

many languages as possible, go to movies, read books visit museums, broaden your mind.

Harry Gruyaert

When did you fi rst get excited about photography?

When I had my fi rst Rolleifl ex in my hand when I was 14.

What advice would you give young photographers?

Be yourself, Don‘t copy anybody.

Hiroji Kubota

When did you fi rst get excited about photography?

Sometime in 1961 I did an assistant-like job for Elliott Erwitt. Then I was in college studying a political science. Elliott sent me a copy of

Cartier-Bresson‘s decisive moment as a gift. I knew nothing of photography but this book changed my life.

What advice would you give young photographers?

Study the works of the greatest photographers like Henri Cartier-Bresson and Andre Kertesz. Try to travel to many parts of the world and

understand what a diverse world we live in.

John Vink

When did you fi rst get excited about photography?

At twelve when seeing the image appear in the developer: pure magic... It‘s the ONLY thing I miss with digital...

What advice would you give young photographers?

Don‘t stop questioning yourself (it‘ll make you less arrogant). Push. Push, scratch, dig... Push further... And stop when you don‘t enjoy it

anymore... But most of all respect those you photograph...

Jonas Bendiksen

When did you fi rst get excited about photography?

I fi rst started in photography when I was about 14 or 15. I borrowed by father‘s SLR camera and very quickly I was taken by the process.

Together with my father, I built a rudimentary BW darkroom in the bathroom at home. Over the years in high school, I ended up spending

more and more time in there, photographing everything around me, developing the fi lm, printing it, and back out photographing. By the

time I fi nished high school I had to ask, Ok what do I do now? Find something else, or keep doing this, and give it a shot?

What advice would you give young photographers?

Throw yourself off a cliff. Figuratively speaking, I mean. Photography is a language. Think about what you want to use it to talk about. What

are you interested in? What questions do you want to ask? Then, go for it, and throw yourself into talking about that topic, using photography.

Make a body of work about that.

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Larry Towell

When did you fi rst get excited about photography?

My mom gave me her old Brownie box camera when I was 13 years old. She‘d bought it for $6 with her allowance when she was 13. I took

pictures of my seven brothers and sisters because that was my world. Photography was not a passion yet. It was a tool. Then in university,

I was given a Pentax 35 mm camera and taught how to process black and white fi lm. There was nothing I wanted to do more than go home

and photograph my family. I was in the city, but I wanted to remind myself that I belonged on farmland. It was still a tool. Photography did

not really become a passion until I began meeting victims of human rights abuses in Central America during the Reagan years. The camera

allowed me to share the lives of others, to walk around in their world, to view their horizons. That‘s when I got excited about photography.

What advice would you give young photographers?

Be yourself and look outside of yourself.

Mark Power

When did you fi rst get excited about photography?

My Grandad exchanged some loyalty stamps for my fi rst camera when I was just eight years old. Its fi rst outing was on a school trip through

Foxton Locks, part of the extravagant Grand Union Canal in Leicestershire, in the English Midlands. My fi rst picture was of my teacher, Miss

Allen, in 1967. This is not a particularly fl attering picture, and nor does it suggest the dawn of any great talent.

This, however, is not the point...Perhaps choosing Miss Allen as my fi rst subject was a cry for help, a pact between the two of us that she

would look after me. But she didn‘t. Craig Smalley (the school bully) had spotted the camera. All the other pictures were to be of him, and

him alone.

I wonder if he still has those pictures? Of course I had to hand them all over to him after I got them back from the local chemist, or wherever

it was my parents took the fi lm. I told my Grandad; I had to explain why I had only this one picture to show him. I assume he later said

something to my parents because the ‚Smalley‘ threat began to subside. But my plan of recounting the trip aided by twelve pictures came

to nothing, and felt somehow ‚less real‘ because of it.

So photography was immediately elusive, precious, challenging and desirable. I didn‘t take it for granted then, and I haven‘t since. During

a nervous, painfully shy childhood I would painstakingly caption and catalogue all my pictures. Today I imagine they lie somewhere deep in

my father‘s loft, to be re-discovered in some painful but inevitable future.

And then, many years later... I vividly remember, in 1980, seeing an exhibition by the war photographer Don McCullin at the V&A in London.

His pictures touched me deeply - you‘d have had to be made of stern stuff if they didn‘t - and they clearly moved others. Some people were

in tears. At the time I was a third year painting student who had, as yet, shown very little inclination towards photography. But now, to a

young man used to working everyday in the life room, trying to tease an emotional response from a stick of charcoal, a piece of cartridge

paper, and a naked model, McCullin‘s work was a revelation. I knew Rothko could move people, if you were of the right frame of mind and

you were prepared to give his paintings time, but this - these photographs - they were so powerful. They really did communicate. I liked this

democracy.

I decided to be a photographer, though I had next to no idea how.

What advice would you give young photographers?

Although there are far more people trying to ‚be photographers‘ than there were in those heady days of 1980, there are also far more

opportunities. Gone are the days, thankfully, when a commercial assignment, or even a picture in a newspaper, can damage the chance of

gallery representation.

Yet what is clear is that a number of ‚good pictures‘ are no longer enough; today it has to be about ideas, and about the intent of the work.

If you have something to say, and even better you have an innovative way of saying it then opportunities are out there.

I sense that photography is concerning itself with real issues again. For some time much of photography seemed to be about itself, and

while this was fi ne, and interesting in some cases, it‘s not what photography is really good at. Understand this by familiarising yourself

with the rich and wonderful history of our medium. Be proud of it, what it has, and what it can, achieve. Don‘t try and reinvent the wheel. Be

inspired. Try and copy, if you like (because no one can).

Find a subject you care about. Something that moves you. Something which stirs your rawest emotions. And then have patience.

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Martin Parr

When did you fi rst get excited about photography?

When my Grandfather lent me a camera (he was a keen amateur) and we went out shooting together.

What advice would you give young photographers?

Find something you are passionate about, and shoot your way through this obsession with elegance and you will have potential great

project.

Mikhael Subotzky

When did you fi rst get excited about photography?

I fi rst got excited about photography when I went traveling in South East Asia as an 18 year old. I bought a cheap Nikon SLR for the trip and

thought that I had taken fantastic pictures. When I got back, I showed them all to my uncle (photographer Gideon Mendel), and he fl ipped

through them quickly and nonchalantly as if they were amateur snaps (which they certainly were!) Despite this disappointment, the bug

had bitten, and I was drawn to continue to photograph - I guess, in search of the kind of aliveness of interaction with the world that I started

to feel through taking those early pictures.

What advice would you give young photographers?

Stick to one project for a long time. And keep working on it through many stages of learning, even if it might feel fi nished. Its the only way

to break through what I think are some vital lessons that need to be learnt about story-telling and how to combine images.

Olivia Arthur

When did you fi rst get excited about photography?

I fi rst became excited about photography when I started working for my student newspaper. Though I was just excited by taking my own

pictures and seeing them in print. It was quite a while before I made the jump to thinking about photography in the bigger picture and

started looking at other photographers work.

What advice would you give young photographers?

My main piece of advice for young photographers who have just come out of college is to get away from the ‚hubs‘ of photography like London

and New York. There are so many photographers touting their portfolios round in places like this that people end up fi ghting to do jobs

that are not what they really want, just to make ends meet. It‘s the kind of environment that doesn‘t fuel anyone‘s creativity (well mostly

anyway...). My advice: go out and do the things they really want to before getting tied in...if they don‘t take the risk at the beginning they‘ll

fi nd it much harder to come back and take it later on.

Paolo Pellegrin

When did you fi rst get excited about photography?

I was studying architecture in Rome and felt it wasn‘t right for me, so when a photography school opened in Rome that year I decided to

give it a try. Quite immediately, and for the fi rst time in my life, I realized that this medium could become the direction and expression that I

had long struggled to fi nd.

What advice would you give young photographers?

I believe photography - like many other things one does in life - is the exact expression of who one is at a given moment: every time you

compose and release the shutter you give voice to your thoughts and opinions of the world around you. So other than the obvious patience

(photography is a complex medium, a voice which requires time to develop) and perseverance and the necessary humility when dealing

with others, I would recommend working to become a more developed and informed individual, a more knowledgeable and engaged citizen.

This will translate into a deeper more complex understanding of the world around you, and ultimately into a richer and more meaningful

photography.

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Patrick Zachmann

When did you fi rst get excited about photography?

When I was teenager my older brother who liked photography-an uncle coming from Algeria brought with him a handmade enlarger in

wood called „Imperator“ and a Rolleifl ex and gave them to him- used to take me to a photographic club called les „30X40“ (from the size

of prints). Once a month, a bunch of fans of photography met in Paris to exchange their experiences, knowledge and love for photography.

There was one guy, very old fashioned, living alone with his old mother who was historian in art and specialised in photography. Every

month, he was preparing a lecture on a great photographer. That‘s the way I discovered the big names of photography-some of them were

even invited. One day, he introduced to us Diane Arbus and I got a big emotion. That might be the fi rst time I had been really excited-even

„moved“ would be more correct- about photography. Later, my brother gave up with photography-my parents didn‘t let him and wanted him

to have a „real“ work- while I became a photographer fi ghting against them.

What advice would you give young photographers?

You have to fi ght for beeing a photographer! More seriously, my advice for young poeple is to go to exhibitions, to see books and try to do a

personal project which they feel they have a unique approach of it because they are close the subject and need to express and understand

urgently things about it.

Photography has something to do for me, like with Diane Arbus, with oneself through the others and with unconsciousness (sorry for my

English: I mean „l‘inconscient“) a psychoanalytic approach. I will answer to a third question because it‘s linked with above: why did you

become a photographer? I became a photographer because I don‘t have memory. It took me quite a long time to understand that trough

my personal researches („Inquest of identity or a Jew in search of his memory“, „Chile. The roads of the memory“, „My father‘s memory,“

etc...), I was looking for the „missing“ pictures. Making my book „Inquest of identity“, I found out that my aunt-my father‘s sister who was

a Nazi camp survivor- had at her home a picture of my grand-parents deported and killed in Auschwitz that my father never showed to us.

Thanks photography, I met my father‘s parents that I never knew. That‘s what I like with photography. It helps me to understand myself and

the past through the present.

Peter Marlow

When did you fi rst get excited about photography?

At about nine years old I was given a makeshift horizontal enlarger which seems to be made of old tin cans and large magnifying glass, I set

it up with a friend in our cellar and we made our fi rst prints, about 2 inches square, in the complete darkness as we did not have a safelight,

the cellar contained my father‘s home-made wine store, so the longer we stayed down there in the damp and cold, the drunker we got! I

met a young German travel photographer recently in Barcelona, talking to him, I realised he had never ever used fi lm.

What advice would you give young photographers?

Be yourself, get up early, and don‘t try too hard, as whatever is trying to come out will come eventually without any effort, learn to trust

your instincts and don‘t think about what others will think or about the process too much. Work hard but enjoy it.

Steve McCurry

When did you fi rst get excited about photography?

While I was studying fi lm in university I took a fi ne art photography class where I was introduced to the photography of Dorothea Lange,

Henri Cartier-Bresson, and Walker Evans. My interest shifted from fi lmmaking to still photography.

What advice would you give young photographers?

If you want to be a photographer, you have to photograph. If you look at the photographers‘ work you admire, you will fi nd that they have

found a particular place or subject, and then have dug deep into it, and carved out something that is special. That takes a lot of dedication,

passion, and work.

Stuart Franklin

When did you fi rst get excited about photography?

When I bought a second hand twin lens refl ex camera in Victoria, BC and hitchhiked to Mexico and South America - aged 19.

What advice would you give young photographers?

Follow your heart and never give up.

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Susan Meiselas

When did you fi rst get excited about photography?

I think I became excited by photography when I connected with the Strippers and saw myself as a storyteller with a camera and recorder...

What advice would you give young photographers?

Dig in and follow your instincts and trust your curiosity

Thomas Dworzak

When did you fi rst get excited about photogaphy?

As I kid when I tried to photograph grasshoppers, close-up. Later on, at 15, probably when I ran up to a cop arresting some activist who

had chained himself to a newspaper building, and the same year when I ended up in a demonstration in Poland. Feeling the adrenalin; the

camera was the excuse and the shield to hide behind.

What advice would you give young photographers?

Try live something intense, at home, abroad... it does not matter. It has to be passionate. And once you know the basics forget about photography.

Thomas Hoepker

When did you fi rst get excited about photography?

My grandfather gave me his old 9x12 cm view camera when I was 14. I still have it. It has black bellows and a (broken) ground-glass. It was

hard to work with but it had an aura of magic to it. Also it smelled nice. It took a tripod and a black cloth to focus the image and then a cassette

had to be inserted with a light sensitive glass plate. It helped me to understand the basic elements of photography. Today I shoot with

digital cameras like everybody else but in all their perfection they lack the magic and excitement of this old monster.

What advice would you give young photographers?

Avoid all photo schools and courses. Most will give you lofty ideas and twist your mind in one direction. Find your own way to photography,

nobody will ask you later if you have a diploma. Visit as many museums as you possibly can. The images you see (painted, drawn, etched

or photographed) will stay with you for the rest of your life. They will help you to discover good pictures in real life. Suppress any silly ambitions

of becoming a great artist. Being a good photographer is diffi cult enough.

Trent Parke

When did you fi rst get excited about photography?

The fi rst time I saw an image magically appear in a developing tray in my parent‘s laundry (makeshift darkroom) when I was 12 years old.

What advice would you give young photographers?

To photograph what is closest to you and the things that you enjoy and have an interest in. Make the whole process as fun and least diffi

cult as possible.

Published on http://blog.magnumphotos.com on November 15, 2008. © 2008 Magnum Photos and the authors. All rights reserved.

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