sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

     O que  terá acontecido a uma sociedade que se revê no “Big Brother”? Que vive mais intensamente as venturas e desventuras daqueles ratos de laboratório do que o que se passa no mundo à sua volta? Que encolhe os ombros aos escândalos da corrupção, às vitórias dos indignos, que nada faz quando se arquivam casos e processos que a todos dizem respeito, quando são feitos delírios de bandidagem com dinheiros públicos.

   O que dizer de uma sociedade assim, inerte, amorfa, que se deixa pisar e humilhar apenas para não se chatear. Em que os heróis que representam os nossos valores passaram a ser uns grunhos que agridem mulheres em público e cujo vocabulário mal chega para articular duas frases seguidas. Na realidade hoje em dia para ter sucesso basta aparecer algum tempo  seguido na televisão, nem que seja numa jaula a dizer obscenidades. Para quê estudar, trabalhar, criar. Tudo desnecessário. É a cultura da imbecilidade no seu melhor. É claro que nestas circunstâncias já poucos param para pensar nas coisas que realmente importam. O que me lembra a teoria da conspiração.

   Tenho para mim que andam para aí uns poderes obscuros, acima e abaixo dos países e dos governos, que são quem realmente dita as decisões. Poderes económicos, que vivem de tráficos, de esquemas, de guerras e conflitos. Vendem e compram terras, armas, drogas, modas, necessidades, reais ou inventadas, até pessoas. Em grande escala podem ser a Microsoft, ou a diamantífera holandesa De Booers e em pequena, o dono de uma empresa de construção ou o presidente de uma junta de freguesia, mas na prática os seus objectivos são os mesmos: ganhar, mais do que os outros e não importa a que preço. É claro que para isso convém não haver oposição, e se em pequena escala a coisa se resolve com umas luvas, ou uns murros, em grande isso já é mais complicado. Por vezes há que enganar países inteiros.    

3 comentários:

  1. Só discordo de uma coisa, a Microsoft e a De Booers são meninos comparados com Bancos e Agências Finannceiras.

    ResponderEliminar
  2. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderEliminar
  3. Quanto à sociedade que se revê em Big Brothers, se não andassem a seguir o rebanho, haveriam muitos mais a passar fome.

    ResponderEliminar